Um corpo é só um corpo. Distante, frio, sem vida, sem cor.
Junção de células em um formato sem luz, sem sentido.
O melhor já não se pode ver. As janelas se fecharam.
E pensar que já fora porta para tantos amores.
Um corpo. Conexão entre tantos neurônios, agora não mais existentes. Em que eles haviam pensado? Para onde a consciência se foi? Não se sabe.
Braços, pernas, tronco. Uma aula de Ciências. O resto, ou o todo, só teorias.
O que temos continua sendo o corpo, ali, estendido, tão orgânico como qualquer outra matéria. Tão complexo como nenhuma outra.
Um corpo. E só. Ou não.