Sombras e conflito. Gritos que antecedem o silêncio.
Depois, a conhecida solidão de não saber o que fazer.
A perda unilateral da vontade e a falta de equilíbrio; a busca pela sanidade em tempos em que a única coisa capaz de te prender é uma moralidade na qual nem mesmo você acredita mais — mas segue, porque já não há nada além do buraco da descrença.
Em que acreditar quando não se acredita mais em nada?
Na força dos dias. Na inevitável verdade de que eles vão passar, um a um, cada um a sua hora. E na sua curiosidade de saber o que virá depois disso.