Três tempos

O ontem é como um livro importante, cheio de histórias, que me ofereceu conhecimento e sustentação para chegar até aqui, mas que, após tanto tempo guardado no armário, cheira a mofo. 

O hoje é alívio, casa, cura. Onde descanso e me refaço. 

O novo é uma porta entreaberta, a qual não se sabe o que esperar do outro lado.

Perco-me quando me apego ao livro, ou quando tento atravessar a porta antes da hora.

Estar no agora é resgatar o sentido do dia - não marcá-lo na folhinha, mas vivê-lo com presença e respiração. 

Quase como um gesto silencioso, é preciso habitá-lo, assim, por inteiro.